quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como a nova lei dos medicamentos deve impactar o treinamento das equipes

Determinação da Anvisa traz a necessidade de termos equipes bem treinadas e capazes de oferecer, com segurança e confiança, o melhor medicamento ao consumidor.

Com a nova lei que obriga as farmácias e drogarias a venderem todo e qualquer medicamento atrás do balcão, fica a dúvida na cabeça do consumidor: quando peço um medicamento, sem prescrição médica, o atendente ou farmacêutico me oferece um que atenda à minha necessidade com preço justo ou um que traz mais vantagem em termos de lucro para a farmácia? Para que os atendentes e farmacêuticos de nossas lojas consigam vender o melhor medicamento, demonstrando a confiança e a segurança que o consumidor exige, precisamos que eles entendam a intenção da nova lei: prezar pelo uso racional dos medicamentos, evitando a automedicação por parte dos consumidores. Para que nossa equipe tenha isso em mente e aplique este pensamento no dia a dia de trabalho, precisamos oferecer-lhe um treinamento eficaz, de qualidade e atualizado com as mudanças do mercado farmacêutico. Os consumidores que compram um medicamento sem prescrição médica buscam o alívio a uma dor ou incômodo, sem a necessidade de consultar um médico, preço justo por um bom produto, além de rapidez e confiança no atendimento recebido na loja. Para que possamos atender às necessidades dos consumidores e vender o melhor medicamento, nossa equipe precisa estar capacitada para prestar um atendimento ágil, de qualidade e que demonstre confiança ao consumidor. Mas esta tarefa não é fácil, uma vez que existe um grande número de medicamentos semelhantes que não exigem receita médica, constantes lançamentos no mercado, opções de genéricos e similares, além das mais diversas possibilidades de uso de um mesmo medicamento. Assim, seguem quatro dicas para focar o treinamento de nossos funcionários, visando um atendimento com qualidade e confiança por parte do consumidor, garantindo que nossa equipe demonstre que ele está levando o melhor medicamento para sua necessidade: - o pleno entendimento, não apenas da nova lei, mas de qual é a sua real intenção vista pelo prisma do consumidor, deve estar muito claro para toda a equipe; - constante reciclagem sobre os novos medicamentos lançados no mercado e diferenciais entre produtos semelhantes, para que o cliente enxergue sua equipe como atualizada e confiável; - foco no atendimento de qualidade, prezando pela rapidez na resolução do problema do cliente e demonstrando entendimento profundo das suas necessidades; - e por último, mas de grande importância, esforços para uma comunicação assertiva, clara e segura por parte de nossa equipe com o cliente, aumentando tanto a sua satisfação com a compra em nossa loja quanto as possibilidades de uma recompra em outra ocasião. Estas dicas, incorporadas corretamente aos treinamentos já oferecidos às equipes das farmácias e drogarias, podem contribuir para o aumento das vendas de medicamentos em nossa loja e para a maior satisfação e confiança do consumidor.

UM BOM PROGNÓSTICO

<> 
Otimista, indústria farmacêutica deve registrar um crescimento de 12% a 13% neste ano e espera repetir o resultado em 2011

Para a indústria, 2010 foi um ano bom. Segundo dados do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma), o setor teve um crescimento de 12% a 13%, ante 10% de 2009. Para o vice-presidente-executivo da entidade, Nelson Mussolini, esse crescimento deve-se à expansão da classe consumidora e ao bom momento da economia. "Em unidade, conseguimos alcançar o mesmo patamar de unidades registrado em 1997. Após esse período, o número de unidades vendidas caiu até 2003, quando começou um processo de recuperação. Esse resultado deve-se também aos lançamentos de produtos de maior valor agregado", completa. Para Mussolini, o novo ano não reserva grandes mudanças. "Nós dependemos de uma economia saudável. Se tivermos novos entrantes no mercado consumidor e se o PIB registrar índices superiores a 5%, para o próximo ano o setor poderá registrar um crescimento acima de 12%", reforça Mussolini. Entre os segmentos, os genéricos apresentaram o maior crescimento do setor nos últimos quatro anos. As vendas tiveram crescimento de 32% em volume no terceiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, contabilizando janeiro a setembro, apresentaram crescimento de 33,4% em relação a 2009. Foram comercializadas 318,5 milhões de unidades contra 238,8 milhões no ano passado. No acumulado do ano, as vendas do segmento já somaram R$ 4,4 bilhões contra R$ 3,2 bilhões registrados em igual período do ano anterior, configurando crescimento de 37,3%. A queda de patentes de blockbusters, como o Viagra e Lipitor, colaborou para esse resultado. Segundo dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a participação dos genéricos nas vendas do canal corresponde a 14,37% e apresentou um crescimento de 21,28% no último ano. Nesse mesmo período, a venda de não medicamentos cresceu 20,34%, registrando uma participação de 27,78%. Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, afirma que no mercado de disfunção erétil o genérico já representa 50% das vendas. O próximo a conquistar o mercado é a atorvastatina (Lipitor como referência, da Pfizer), que teve a patente expirada em setembro e deve, no mínimo, dobrar a participação de genéricos no próximo ano. O desempenho dos genéricos afetou a participação do segmento nas vendas totais da indústria farmacêutica brasileira. O share dos genéricos em unidades encerrou o trimestre em 22% contra 19,6% no mesmo período de 2009. De acordo com a Pró Genéricos, as empresas do segmento devem encerrar o ano com 24% de participação no mercado farmacêutico brasileiro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pra Rir

Legislação Farmaceutica - Em síntese

 
Lei nº 1.842, de 13 de abril de 1953
Dispõe e Fixa Normas para a Prestação do Serviço Militar, pelos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas e pelos Estudantes de Medicina, Farmácia e Odontologia.
Lei nº3.820 de 11 de novembro de 1960
DOU de 21/11/1960
Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras Providências.
Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973
Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências.

Lei nº 9.120, de 26 de outubro de 1.995
DOU de 27/10/1995
Altera dispositivos da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, que dispõe sobre a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia.


LEI No 6.681, DE 16 DE AGOSTO DE 1979.
Dispõe sobre a inscrição de médicos, cirurgiões-dentistas e farmacêuticos militares em Conselhos Regionais de Medicina, Odontologia e Farmácia, e dá outras providências.

07/07/2010 - Deliberação plenária nº. 250/2010 
EMENTA: Estabelece a possibilidade e critérios para a utilização da transação administrativa dos débitos fiscais perante o Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia.


01/06/2010 - Deliberação plenária nº. 248/2010 
DISCIPLINA o castramento simplificado de farmácia hospitalar e/ou dispensário de medicamentos de hospitais e equivalentes de assistência médica, bem como de sad (serviços de atenção domiciliar) ante o crf-bahia. 

12/01/2010 - Deliberação plenária nº. 241/2010 
EMENTA: Aprova a concessão de 40% de desconto no valor dos autos de infração dos estabelecimentos que efetuarem o pagamento antes do vencimento.

07/04/2008 - Deliberação plenária nº. 214/2008 
Ementa: Dispõe sobre as Centrais de Abastecimentos Farmacêutico/ Distribuidoras Municipais, Farmácias Municipais e Equivalentes. 

Lei nº 10.669, de 14 de maio de 2003
Altera a Lei no 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos.                                                                                                                                             
Lei nº 10.409, de 11 de janeiro de 2002
Dispõe sobre a prevenção, o tratamento, a fiscalização, o controle e a repressão à produção, ao uso e ao tráfico ilícitos de produtos, substâncias ou drogas ilícitas que causem dependência física ou psíquica, assim elencados pelo Ministério da Saúde, e dá outras providências.                                                                                                                                      
Lei nº 10.213, de 27 de março de 2001
Define normas de regulação para o setor de medicamentos, institui a Fórmula Paramétrica de Reajuste de Preços de Medicamentos - FPR, cria a Câmara de Medicamentos e dá outras providências.                                                                                                                         
Lei nº 9.965, de 27 de abril de 2000
A dispensação ou a venda de medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes para uso humano estarão restritas à apresentação e retenção da receita emitida por médico ou dentista.                                                                                                                                                
Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999
Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências.                                                                                                                                      
Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990
Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providências.

Conselho Regional de Farmacia da Bahia - CRF BA

O CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DA BAHIA (CRF) é uma autarquia Federal, dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira, criada pela Resolução nº 02, de 5 de julho de 1961, do Egrégio Conselho Federal de Farmácia, conforme determinação da Lei Federal nº 3.820, de 11 de novembro de 1960.
Ao CRF compete inscrever os profissionais farmacêuticos e registrar as pessoas jurídicas de direito público e privado, que explorem serviços para os quais são necessárias atividades profissionais farmacêuticas.
No seu âmbito de competência cabe, ainda, ao CRF apreciar as denúncias e representações sobre as infrações da lei, notadamente as relacionadas ao Código de Ética da Profissão Farmacêutica.
São órgãos internos do CRF o Plenário, composto por Conselheiros, a Diretoria e as Comissões Permanentes.
Os Conselheiros e Diretores da Autarquia são eleitos pelo voto direto de todos os profissionais farmacêuticos inscritos e com suas anuidades quitadas.
Em razão do caráter honorífico dos cargos, considerado como um serviço relevante prestado à Nação, os dirigentes eleitos do CRF não recebem qualquer remuneração.
O Plenário do CRF é constituído dos Conselheiros cujas atribuições são: comparecer às reuniões ordinárias e extraordinárias; debater e decidir sobre assuntos de interesse da categoria; relatar e julgar todos os processos administrativos inerentes à profissão farmacêutica; apreciar e aprovar os balancetes, a prestação de contas e a proposta orçamentária; e deliberar sobre a aquisição e alienação de bens móveis e imóveis.
Constituída de Presidente, Vice-presidente, Secretário-Geral e Tesoureiro, a Diretoria do CRF é o órgão colegiado executivo da Autarquia, ao qual compete cumprir e fazer cumprir as decisões emanadas do seu Plenário, tornando-as efetivas e praticando todos os atos de administração nas áreas de suas atribuições.
São Comissões Permanentes do CRF, formadas por Conselheiros, a de Tomada de Contas, a de Ética Profissional e a de Assistência Profissional, podendo a Diretoria nomear tantas outras comissões quantas forem necessárias ao bom desenvolvimento dos trabalhos da Autarquia.
Representando os interesses do CRF junto ao Conselho Federal de Farmácia, são eleitos pelo voto direto dos farmacêuticos o Conselheiro Federal e o seu Suplente, cuja atribuição maior, dentre as administrativas, é a de estabelecer o bom relacionamento do CRF com o CFF, encaminhando as reivindicações da Autarquia e dos profissionais farmacêuticos do Estado da Bahia.

Conselho Federal de Farmacia - CFF

Conselho Federal de Farmácia
Toda a atividade profissional exercida por farmacêuticos, no Brasil, está sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta e disciplina o seu exercício, com base na Lei 3.820, assinada, no dia 11 de novembro de 1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek.
A ética da profissão é o ponto focal das atividades do Conselho Federal de Farmácia e significa, em sua plenitude, o bem-estar e a segurança da sociedade, diante das atividades do profissional farmacêutico.
A instância máxima do CFF é o seu Plenário, instituído pela Lei 9.120, de 1995, integrado por 27 Conselheiros Federais com respectivos suplentes, sendo um representante eleito para cada Estado da Federação.
O Plenário do CFF tem a incumbência, entre outras, de julgar os processos em grau de recurso e votar as propostas de Resolução que disciplinam as atividades farmacêuticas, bem como supervisionar os Conselhos Regionais.

Curiosidades

Estatísticas
Relatório da Comissão de Fiscalização emitido em dezembro de 2009, com base nos Relatórios de Atividades Fiscais dos Conselhos Regionais de Farmácia.
 Você sabia que no Brasil o ...
Número de farmácias e drogarias – 79.010
Número de farmácias e drogarias em capitais – 18.425
Número de farmácias e drogarias em cidades do interior – 60.585
Número de farmácias com manipulação – 7.164
Número de farmácias homeopáticas - 1.082
Número de farmácias e drogarias de propriedade de farmacêuticos – 19.755
Número de farmácias e drogarias de propriedade de não-farmacêuticos – 45.481

Número de farmácias públicas registradas nos Conselhos Regionais – 8.284
Número de farmácias hospitalares – 5.490
Número de laboratórios de análises clínicas de propriedade de farmacêuticos – 5.497
Número de industriais farmacêuticas – 550
Número de distribuidoras de medicamentos – 3.844
Número de farmacêuticos no Brasil – 133.762
Número de farmacêuticos em Capitais – 55.719
Número de farmacêuticos em cidades do interior – 78.043
 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Indústria Farmacêutica em Vitória da Conquista

A fábrica da Rede Baiana de Produção de Medicamentos (Bahiafarma), que está sendo construída no Distrito Industrial de Vitória da Conquista, deverá ser concluída. No total, serão investidos R$ 18 milhões na unidade, onde serão produzidos, em média, 15,8 milhões de comprimidos por mês para atender principalmente ao habitantes do estado. A infra-estrutura da fábrica foi realizada numa parceria da prefeitura de Conquista com o Ministério da Saúde, e os equipamentos e a coordenação vão ficar com o Governo do Estado. Inicialmente, serão produzidos medicamentos básicos para garantir o atendimento da rede de saúde, como Captopril e Hidroclorotiazida (tratamento de hipertensão), Metformina (para pacientes com diabetes), Sinvastanina (controle do colesterol), o antitérmico Paracetamol, Mebendazol (tratamento de parasitoses) e o antiinflamatório AAS.

Indústria Farmacêutica na Bahia


A reativação da fábrica da Bahiafarma e a abertura de novas unidades da Farmácia Popular do Brasil, em parceria com a Ebal, foram alguns dos assuntos discutidos em uma reunião entre o governador Jaques Wagner, o secretário da Saúde, Jorge Solla, o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Buss, e o presidente da empresa suíça Stragen Pharma, François Oneglia. Com a Bahiafarma, o estado quer se tornar um importante pólo da indústria farmacêutica, fornecendo medicamentos para a rede nacional da Farmácia Popular. A previsão é que a Bahia ganhe mais de 200 unidades da rede, sendo que 70 deverão entrar em funcionamento ainda este ano, junto às lojas da Cesta do Povo. Segundo Solla, a parceria que está sendo formada vai tornar a Bahiafarma o primeiro laboratório público brasileiro a produzir medicamentos à base de hormônios, como anticoncepcionais. “Isso será possível com a transferência de tecnologia de empresas européias”, afirmou. Ele lembrou que há diversos projetos importantes sendo desenvolvidos pela Fiocruz que vão beneficiar a Bahia, como os de educação à distância e permanente para profissionais de saúde. Na reunião, ficou firmado o compromisso da fundação em relação a estes projetos e a confirmação, por parte do governador, da respectiva prioridade para o Governo do Estado, além do desejo da indústria européia de fazer a transferência tecnológica”, comentou o secretário. Ele disse que, com poucos meses de trabalho, a Bahiafarma já poderá distribuir, para todo o Brasil, anticonceptivos orais produzidos pela Stragen Pharma que, progressivamente, serão produzidos pela empresa baiana, que com a transferência de tecnologia irá assumindo o seu papel na produção. Buss afirmou que a Fiocruz vai apoiar a decisão de Wagner de expandir a rede da Farmácia Popular para vender remédios a preços acessíveis por meio das lojas da Cesta do Povo. “Os preços chegam a ser até oito vezes abaixo dos praticados nas farmácias comerciais”, afirmou. No próximo dia 16, será inaugurada mais uma unidade, que oferece cerca de 120 itens. “O governador teve coragem de criar uma rede que nós vamos apoiar fornecendo equipamentos, medicamentos e tecnologia de funcionamento”, declarou. Para ele, outra iniciativa importante é a Bahiafarma. “O estado já tem desenvolvida a indústria petroquímica, uma grande fornecedora de insumos intermediários para que a Bahia se transforme em um importante pólo farmacêutico”, disse. Segundo Buss, a Farmanguinhos, indústria farmacêutica da Fiocruz, negociará a transferência de tecnologia e adquirirá os produtos fabricados na Bahia, em especial os contraceptivos. “A expectativa é que o estado se torne a principal fornecedora de anticoncepcionais para a rede pública. No Brasil, mais de 15 milhões de mulheres precisam usar esses medicamentos e não conseguem comprar”, declarou. Para Buss, a Bahia se especializaria em algumas áreas de alto custo e com isso supriria uma necessidade muito séria do sistema de saúde. Ele declarou que a Fiocruz Bahia já tem uma grande área de diagnóstico e de produção de inovações. “Nós vamos fazer serviços, no sistema público de saúde, de diagnósticos para doenças infecciosas e outras. Vamos trabalhar junto com o Governo da Bahia na reconstituição do Hospital Couto Maia”, falou.